MAIOR EVENTO DE BUBALINOCULTURA DO ARQUIPÉLAGO DO MARAJÓ: FEIRAS, SHOWS, EXPOSIÇÕES, ARTESANATO, ATIVIDADES CULTURAIS E ESPORTIVAS ETC.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Possível origem da Luta Marajoara
Por Márcio Vitelli
A Luta marajoara é uma luta brasileira conhecida no norte do Brasil, principalmente nas festividades dos povoados do arquipélago do Marajó. Trata-se de um combate corpo-a-corpo, que ocorre na argila para reduzir o risco de lesões, onde o objetivo do combate é manter o oponente de costas no chão.
Segundo o pedagogo Márcio Vitelli, um estudioso das tradições da região marajoara, as origens da luta marajoara ainda são desconhecidas, mas em artigo Síntese das prováveis origens da luta marajoara extraído da Wikipédia, ele aponta quatro hipóteses:
• Tribo Aruã, extinta pelas lutas e doenças trazidas pelos primeiros colonizadores a chegarem à região;
• Influência de escravos africanos;
• Inspirada na luta de búfalos;
• Surgiu com os amistosos confrontos entre os vaqueiros ao final de um dia de trabalho.
A hipótese mais aceita seria que a inspiração vem dos búfalos. O Caboclo observou o comportamento do búfalo, percebendo que no momento em que o búfalo vê ameaçada a sua liderança em relação ao rebanho, enfrenta o seu rival colocando cabeça com cabeça, ficando os pés no chão e tentando um derrubar o outro emaranhando os chifres; o que cair é o perdedor. Isso se chama “marrada”, que com o passar dos anos evoluiu lingüisticamente para “AGARRADA”, pois inteligentemente o caboclo, por não possuir chifres, utilizou seus braços para, na tentativa de derrubar o seu adversário, imitar os animais, colocando também cabeça com cabeça e segurarem-se nas mãos para desenvolverem um combate, que via de regra, acontecia sempre nos finais de tarde à beira dos rios, antecedendo o banho ou quando o caboclo sentia-se ameaçado na liderança perante o grupo ou em relação à sua fêmea.
A Luta Marajoara é destaque em eventos oficiais organizados pela Prefeitura de Soure como os jogos de verão durante o mês de julho; nas comemorações do aniversário do Município (dia 20 de janeiro) e nas competições esportivas tradicionais por ocasião do Marajó Búfalo Fest.
Atualmente existem as lutas marajoaras tradicional e desportiva. A tradicional é a praticada nas fazendas da região e a desportiva nos eventos organizados pelo Governo Municipal e conta com organismos que regulamentam a prática, defendem as regras e organizam campeonatos. Até o momento a Luta Marajoara não tem graduação e também não foi estilizada.
Créditos: Assessoria de Planejamento e Gestão
(Paulo Sérgo Nascimento)
Design: João Filipe Nunes
Adptação de Texto: Marilene Malcher
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Econômia Solidária no Marajó
A Economia Solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário. Nessa concepção, a Economia Solidária possui como características a cooperação, a autogestão, a dimensão econômica e a solidariedade.
Considerando essas características, a Economia Solidária aponta para uma nova lógica de desenvolvimento sustentável com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico com proteção dos ecossistemas. Seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados pelos participantes, sem distinção de gênero, idade e etnia. Implica na reversão da lógica capitalista ao se opor à exploração do trabalho e dos recursos naturais, considerando o ser humano na sua integralidade como sujeito e finalidade da atividade econômica. (Ministério do Trabalho e Emprego)
Assim, com o objetivo de manter a economia solidária fortalecida no arquipélago do Marajó o 3º MARAJO BÚFALO FEST e a 47ª EXPOMARAJÓ, lançam a II Feira de Economia Solidaria do Arquipélago do Marajó, para fortalecer cooperativas, associações e grupos solidários.
Neste evento contaremos com a participação de todos os municípios do arquipélago, sendo que cada município será representado por um empreendimento de Economia Solidaria.
Informações adicionais
Você da ilha de Marajó que faz parte de cooperativas, associações ou grupos solidários que queiram participar da II Feira de Economia Solidaria do Arquipélago do Marajó entre em contato conosco.
O encerramento das inscrições para os municípios será dia 30 de setembro de 2011.
Obs.: Precisamos saber com antecedência da produção da cooperativa.
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| Feira de Econômia Solidária |
Créditos: Assessoria de Planejamento e Gestão
(Paulo Sérgio Nascimento)
Texto: Ministério do Trabalho
Adaptação: Marilene Malcher
Design: João Filipe Nunes
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Cavalos Marajoara e Puruca
Cavalo Marajoara
A origem destes equinos da raça Marajoara (Equus caballus) remonta a 300 anos, a partir de animais trazidos por colonizadores portugueses, por volta de 1702. Miscigenados posteriormente com as raças Árabe, Altér e outras raças lusitanas e, mediante a seleção natural do ambiente local, constituiu-se a raça Marajoara, plenamente adaptada às adversidades climáticas (forte período chuvoso e longo período de seca, anualmente) e às condições de alimentação nativa nos campos naturais, com grande resistência e força para o manejo extensivo dos rebanhos bubalinos e bovinos. Por longo tempo estes equídeos assumiram condições selvagens e rústicas, passando a ser considerada como uma raça, uma vez que sofreram processos de seleção natural, e constituem objeto de preservação.
Puruca Marajoara
O pônei Puruca originou-se de animais da raça francesa Shetland, trazidos para o Marajó na última década do século XIX. O cruzamento destes animais com os cavalos marajoaras e outras raças presentes na região, gerou, por seletivo natural, o atual Puruca, pônei com as mesmas características de rusticidade e trabalho do cavalo Marajoara.
Texto: Henrique Miranda
Adaptação: Marilene Malcher
Design: João Filipe Nunes
Paulo Sérgio Nascimento
Assessoria de Planejamento e Gestão
Prefeitura Municipal de Soure
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
O Queijo do Marajó
A tradição do queijo de Marajó, produzido por
fazendeiros portugueses e franceses, já tem séculos, mas no início era utilizado o leite de vaca. Com o tempo e com o rebanho bubalino cada vez maior, o produto passou a ser exclusivamente de leite de búfala.
A relação do consumidor paraense com os
queijos do lugar é íntima. Mesmo com muita informalidade e pouca padronização na receita, o “Marajó”, como é chamado, é considerado o favorito dos habitantes. Além do sabor, também se leva em conta que em lugares de climaquente os queijos mais leves como os de búfala são mais apreciados.
O queijo do Marajó é produzido de maneira muito simples e depois de informados em recipientes de madeira ou plástico, ficam estocados por 28 dias.
O processo se inicia geralmente no dia anterior, com a filtragem e desnate do leite. A seguir ele é levado para um tanque no qual fermentará espontaneamente.
Horas depois é efetuado o corte da coalhada e eliminação do soro. A etapa seguinte, que pode se repetir até quatro vezes, retira a acidez. Nesta fase acrescenta-se água à massa, que posteriormente será aquecida e espremida em sacos de algodão: é o estágio em que o queijo adquire consistência e uma realçada cor branca. Mais algumas etapas são efetuadas até a fase final em que é feito o resfriamento e, posteriormente, a moagem da massa que é aquecida mais uma vez e agitada com uma enorme colher até a fusão atingir a consistência desejada.
Adaptação de Texto: Marilene Malcher
Design: João Filipe Nunes
Assessoria de Planejamento e Gestão
(Paulo Sérgio Nascimento)
Pefeitura Municipal de Soure
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Laçamento Oficial do 3º Marajó Búfalo Fest
A manhã do dia 30 de julho (sábado) foi marcada, em Soure, pela cerimônia de lançamento do 3º Marajó Búfalo Fest e 47ª ExpoMarajó. Para o lançamento oficial da feira, Soure recebeu a visita do Secretário de Estado de Agricultura, Hildegardo Nunes, que foi recebido pelo Prefeito do Município, João Luiz Melo e o Coordenador da Feira, Fernando Tobias, que também é vice Prefeito de Soure.
Logo no início da cerimônia foi anunciado o nome do Presidente da Feira, escolhido pelos pecuaristas que compõem a Associação Rural de Pecuária do Pará, ARPP. O escolhido foi o sourense Alicid Nunes Filho, convidado para compor a mesa com as autoridades e o primeiro a se pronunciar. Ele agradeceu por ter sido escolhido como Presidente da Feira e conclamou aos demais pecuaristas a centrarem esforços nesta edição do evento como forma de demarcarem um novo rumo para a base produtiva da região.
Fernando Tobias, fez referência à importância da união de forças entre as lideranças políticas e a comunidade, lembrando que a Feira de Economia Solidária desempenha um papel importante no aquecimento da economia e contribui com a melhoria de renda das famílias carentes da região. Referendou o Marajó como pólo estratégico da produção pecuária do estado e que precisa ser valorizado.
O Prefeito de Soure João Luiz Melo focou seu discurso na consolidação dos Planos de Desenvolvimento do Marajó e na integração das forças governamentais, seja a nível municipal, estadual ou federal. Lembrou da importância do debate que ocorreu envolvendo a população e que elegeu prioridades para que os governos desenvolvessem suas ações minimizando os problemas das comunidades marajoaras. João Luiz fez referência ao queijo do Marajó, à cerâmica e ao búfalo como temas principais do evento e conclamou todos que compõem seu governo e a população sourense, a direcionarem seus esforços no sucesso do evento dando destaque para o regionalismo, que permitirá o envolvimento de todos os municípios do Marajó.
Ao final Hildegardo Nunes fez seu discurso, já vestido com a camisa do evento produzida especialmente para o momento. As demais autoridades presentes à mesa também vestiram a camisa, simbolizando o lançamento oficial da marca. Hildegardo fez referência a uma das primeiras ações sua junto a Secretária, que foi a alocação, inicial, de R$ 100.000,00 (cem mil reais), especificamente para a feira de Soure, o que permitirá, já, o lançamento com uma perspectiva da estrutura básica necessária. Ele lembrou da importância de que todos os esforços sejam destinados à legalização do queijo do Marajó e à conquista dos selos de inspeção para este produto regional. E disse: “Nunca antes a feira agropecuária de Soure começou com tanta antecedência no planejamento e com a condição financeira inicial tão confortável”.
O Secretário de Agricultura trouxe a mensagem do Governador ao povo do Marajó, que elegeu a região como prioridade e que a SAGRI, por estar sob o comando de um marajoara, deve sediar a coordenação do Plano Marajó, no Governo do Estado. Seu discurso empolgou a plenária formada por vereadores, secretários, lideranças populares e pecuaristas.
As rádio Sol FM, Liberal FM de Soure e Guarani transmitiram na integra os pronunciamentos para todo o Marajó. À noite o lançamento ocorreu para a população no palco oficial da programação de verão, no Trapiche Municipal de Soure.
Texto: Dário Pedrosa
Créditos: Assessoria de Planejamento e Gestão
Design: João Filipe Nunes
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